Algoritmo criado pela DNA Outplacement avalia qual a capacidade dos profissionais encontrarem bons cargos de liderança no mercado de trabalho.

A coach de carreira e liderança Danieli Wegermann encontrou o teste de empregabilidade por acaso enquanto navegava pelo LinkedIn e respondeu às perguntas por curiosidade. “Eu quis só me avaliar mesmo. Se eu quiser buscar uma recolocação, sei como funcionaria para mim. O teste me ajudou a criar meu próprio mapa de carreira. A partir dali voltei para o inglês, por exemplo”, explica.

Por ter gostado da experiência, Danieli começou a aplicar o teste em sua rotina de trabalho, com os clientes que atende. “Antes do executivo se lançar para o mercado, faz o teste de empregabilidade. A gente constrói um mapa, com metas como finalizar o MBA, elevar o inglês”, explica.

O gerente-geral da empresa DNA Outplacement, Caio Bittencourt, explica que o teste de empregabilidade foi criado com base na experiência de headhunters, profissionais contratados para encontrar executivos com perfil de liderança para empresas. A partir destas pessoas, a empresa criou um algoritmo com base nas principais funções que um executivo precisa ter para se dar bem no mercado de trabalho.

“Não é uma ciência exata. Muitas vezes um bom currículo serve para ser recrutado, mas não selecionado. Porque algumas soft skills que não podem ser medidas”, explica. As chamadas “soft skills” são as habilidades que só podem ser medidas no contato pessoal, como atitudes, motivações e comportamento.

Bittencourt explica que o há muitas pessoas qualificadas no mercado para poucas vagas. “Você tem que se diferenciar dos concorrentes. Quando é um executivo, em geral, não são pessoas que trocam de emprego de todo momento. Antes o mercado buscava ele, agora mesmo sendo bom, como tem menos vagas, ele tem que se vender mais, aparecer mais”, explica.

O teste de empregabilidade avalia quais as competências curriculares do executivo, apontando quais pontos podem ser melhorados. Se a pessoa não possui inglês avançado e deseja trabalhar em uma multinacional, por exemplo, seu nível de empregabilidade será menor do que o concorrente que tem inglês fluente.

Segundo Bittencourt, o teste ajuda os candidatos a criarem um planejamento, incluindo os tópicos que precisa melhorar para ter mais chances de ser contratado por uma nova empresa. “O que tem de mais positivo no teste é que ele cria uma confiança. Isso é a base do planejamento. Quando ela tem um bom planejamento, ela se emprega mais rápido”, comenta.

Para preencher o teste, o interessado deve acessar o site da DNA Outplacement e preencher as perguntas, começando pelo nível de inglês e se há experiência internacional. Também serão perguntados idade, pretensão salarial e cargo. Ao final do teste, aparece um box para incluir o nome, e-mail e telefone.

O resultado do teste será enviado por e-mail, com a porcentagem de empregabilidade e algumas dicas. Nelas, o profissional poderá entender onde deve melhorar para ter mais chances de se destacar no mercado de trabalho.

 

Fonte: www.noticias.r7.com

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