Muitas vezes sou questionado sobre o tempo ideal para se permanecer em uma determinada empresa ou para fazer uma mudança.

Pense na seguinte situação: um Engenheiro Agrônomo foi contratado para desenvolver uma determinada espécie de milho, por exemplo. Ele arou a terra, semeou, regou, esperou crescer, colheu, e logo mudou de empresa. Tudo isso em apenas 1 ano.

Ele pode justificar que tem experiência com o cultivo de milho porque já cumpriu um ciclo completo. Porém, analisando de forma mais detalhada, quais avaliações ele fez do desenvolvimento desta cultura? Quais melhorias ele pôde implementar? Se ele só acompanhou um único ciclo, pode até ter encontrado pontos de melhoria para desenvolver, mas precisaria de uma segunda experiência para testar sua teoria.

A verdade é que, em praticamente qualquer área profissional, é muito difícil ter uma experiência sólida em menos de 2 anos.

Olhando por esse prisma, mais importante do que o tempo, deve-se analisar as entregas. Se ao menos aquele Agrônomo tivesse tido a oportunidade de testar sua teoria, teria uma entrega mais consistente.

Por outro lado, passar um longo tempo na mesma empresa pode ser igualmente negativo, podendo levar a uma percepção de acomodação. Se você está há muito tempo na mesma empresa, responda: Você tem sido constantemente desafiado? Tem oportunidades para desenvolver novas competências? É reconhecido pelo
bom desempenho? Seus valores pessoais continuam alinhados aos da empresa? Sente-se motivado? Se sua resposta é sim para todas, não vejo razão para buscar um novo emprego.

E nesse sentido, criar raízes em uma empresa é muito diferente de acomodar-se.

Portanto, como diria Albert Einstein, “tudo é relativo”.

Hugo Liguori
Diretor Regional SP
DNA Outplacement Brasil

Comments

comments